Economia
Reabertura de usina � esperan�a em Alagoas
A reabertura da Uruba acende a chama da esperança para muita gente, do fornecedor ao operário, do cortador de cana ao comerciante local. Para outros, é apenas um alento em meio às crises, tanto do setor quanto da economia do País como um todo. Quando cita os R$ 3,5 bilhões de queda na receita, o presidente do Sindaçúcar frisa que ?esse dinheiro? foi substituído por inadimplência e redução de atividades. ?A vida útil de um canavial são cinco anos, então precisa de uma renovação de 20% por ano, o que não está acontecendo por falta de recursos?, alerta Pedro Robério. Áreas imensas ficam abandonadas, são substituídas, algumas até vendidas para reduzir prejuízos ou pagar cobranças judiciais. Em Atalaia, a nossa reportagem até já mostrou o caso de pequenos agricultores que compram partes de canaviais para produzir grama e plantas ornamentais. É mais lucrativo. Em Marechal Deodoro, a especulação imobiliária avança, e é comum encontrar lotes de terreno para chácaras. Placas de venda e corretores estão por toda parte, em estradas que cruzam antigos partidos de cana. Até fornecedores e seus parentes comparecem aos locais de venda. Um deles é o fazendeiro Aldo Fragôso, que falou com a nossa reportagem sobre a necessidade de vender a terra. Segundo Robério, o setor atribui esta crise ao que os economistas chamam de tempestade perfeita. A conjunção de fatores negativos inclui a política do governo federal, com preços de combustíveis congelados em mais de uma década, a seca severa dos últimos anos, o corte de financiamentos bancários e o aumento de custos de produção, seja com insumos, despesas sociais ou trabalhistas.