Economia
D�lar sobe e fecha acima de R$ 3,90
São Paulo, SP - A notícia de que o governo deverá oficializar um deficit primário de até R$ 50 bilhões nas contas públicas brasileiras em 2015 pressionou o mercado de câmbio ontem e fez o dólar voltar à casa de R$ 3,90. Depois de cair até 0,75% no começo do dia, o dólar comercial -utilizado em transações de comércio exterior- inverteu a tendência durante a tarde e fechou em alta de 0,67%, para R$ 3,904 na venda. Foi a terceira alta consecutiva. Já o dólar à vista -referência no mercado financeiro e que fecha mais cedo (por volta de 14h30)- ficou praticamente estável, com leve queda de 0,01%, para R$ 3,894. O relator no Congresso Nacional do projeto que concretiza a mudança na meta fiscal do governo, o deputado Hugo Leal (PROS-RJ), disse que pretende apresentar nesta quarta-feira (21) o relatório com a nova estimativa na Comissão Mista de Orçamento, responsável por analisar a alteração antes do Plenário do Congresso, que tem a palavra final. Na sua última avaliação orçamentária, divulgada em setembro, o governo estimou que as receitas deste ano chegariam a R$ 1,112 trilhão. O número já representava uma queda de R$ 11,3 bilhões em relação ao projetado em julho. Agora há uma nova queda estimada em perto de R$ 50 bilhões. RECEIO O receio do mercado é que a decisão ameace ainda mais a nota de crédito do Brasil, que já foi cortada recentemente por duas agências de risco (S&P e Fitch), e deixem cada vez mais distantes as aprovações de medidas de ajuste fiscal consideradas essenciais para que o país possa colocar suas contas em ordem. Ainda no cenário interno, os investidores esperam que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) mantenha na próxima sessão a taxa básica de juros, a Selic, inalterada em 14,25% ao ano. Esta é a expectativa de todos os 53 economistas consultados pela agência internacional de notícias Bloomberg. O mercado de juros futuros fechou em queda na BM&FBovespa. O contrato de DI com vencimento em janeiro de 2016 cedeu de 14,304% para 14,297%. Já o DI para janeiro de 2021 apontou taxa de 15,770%, ante 15,820% na sessão anterior. ?