Economia
Exporta��es de a��car devem chegar a 1,4 mi de toneladas
O volume de exportação de açúcar da indústria sucroalcooleira no ano safra 2002/03 será de fato recorde, confirma o diretor comercial da CRPAA, José Ribeiro Toledo Filho. Ele estima que o Estado coloque no mercado externo pelo menos 1,4 milhão de toneladas do produto. ?Pelas nossas estimativas devemos exportar cerca de 1,2 milhão de toneladas de açúcar demerara e 200 mil toneladas de refinado?, explica. O açúcar demerara é exportado principalmente para a Rússia, Estados Unidos e países do oriente médio. Os principais destinos do produto refinado são o Egito, Nigéria e países da África e do Oriente Médio. Os embarques para esses países, especialmente para a Rússia, têm aumentado nos últimos anos, lembra José Ribeiro Toledo Filho, em função das melhores condições do Porto de Maceió. ?Através da Empat, empresa que administra o terminal açucareiro, o setor conseguiu ampliar o calado do Porto e hoje já podemos embarcar navios com até 40 mil toneladas, quando o Porto do Recife, por exemplo, só consegue fazer embarques de até 20 mil toneladas?, argumenta. Totalmente mecanizado e considerado um dos mais modernos do mundo, o terminal açucareiro do Porto de Maceió faz embarques apenas de açúcar demerara. O produto refinado, em saco, é embarcado nos outros terminais, pelo sistema convenciona. Mesmo tendo dobrado o volume de exportações de açúcar e álcool nos últimos cinco anos, a expectativa do setor é continuar exportando cada vez mais. ?Nossa estratégia, por causa da localização geográfica de Alagoas em relação ao Brasil e ao mundo é priorizar o mercado externo?, confirma José Ribeiro Toledo. Cana: fornecedores vão pedir apoio a ministro O presidente da Asplana (Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas) e da Unida (União dos Plantadores de Cana do Nordeste), Edgar Antunes está aguardando confirmação de audiência com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, essa semana, em Brasília. Antunes vai até o ministro, acompanhado de dirigentes de outras associações de fornecedores do Nordeste, relatar a situação do setor sucroalcooleiro na região, especialmente Alagoas, que responde por mais de 50% da produção da região. Ele promete apresentar ao ministro as propostas dos fornecedores nordestinos para setor e já antecipou que vai defender a manutenção do programa e equalização de custos da cana-de-açúcar (subsídio) ?Vamos conversar com o ministro sobre a importância da cana para o Nordeste, como geradora de emprego, renda e desenvolvimento e pedir apoio para continuar produzindo?, disse, acrescentando que ?o governo precisa reabrir o crédito para o plantador de cana, principalmente o pequeno que tem dificuldade, muitas vezes, até de sobrevivência?. A expectativa, segundo Antunes, é que a reunião como o ministro ocorra durante essa semana, conforme foi sinalizado pelos assessores de Roberto Rodrigues. ?A Unida foi criada e oficializa no começo desse ano com o objetivo de atuar junto ao governo, em busca de soluções. E nós estamos otimistas. Até porque o ministro Roberto Rodrigues é produtor de cana e conhece bem a realidade do setor?, enfatiza Edgar Antunes. Além do subsídio e do crédito, Edgar Antunes disse também a vai sugerir ao ministro a criação de pensão para os fornecedores de cana do Nordeste e um sistema de controle de preços que proteja o produtor .