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Brasileiros adotam cautela nas compras

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Apesar do efeito duplamente negativo ? preços mais altos e real desvalorizado ?, a família não pretende voltar ao Brasil com malas vazias. ?Comprei um relógio de US$ 600. Mas no Brasil ele sai por R$ 3,9 mil. Ainda fiquei no lucro?, diz Sobrinho. Além disso, o aposentado disse que já havia comprado dólar há algum tempo, então a aquisição saiu menos de R$ 2,4 mil. Mesmo quem planejou a viagem com bastante antecedência ? como um grupo de 42 pessoas vindo de Carlópolis, no norte do Paraná ? está fazendo bem as contas. Os tempos do ?quem converte não se diverte? ficaram para trás. Hoje, a ordem é decidir comprar só o que, mesmo multiplicado por quatro, continua valendo a pena. Para Fabiano Alpheu Barone Barbosa, 43 anos, que organizou a viagem do grupo, o afã do turista brasileiro pelas compras esfriou. Funcionário aposentado do Banco Central, Carlos Salomão, de 64 anos, visita a Flórida pela terceira vez em três anos. Desta vez, dedicou-se a passeios diferentes. ?Fui a Sarasota, Tampa e curti Orlando sem ir a parques. Foi uma surpresa, foram lugares agradabilíssimos?, diz ele, que viajou ao lado da esposa, Maria Aparecida, e de um casal de amigos. Segundo Salomão, uma palavra jamais associada a brasileiros em outlets está cada vez mais na moda em Miami: cautela. ?Não é só o que está ocorrendo agora, mas também o medo do futuro. E se 2016 for pior? Não dá para sair comprando.?

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