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Economia

Ind�strias trar�o R$ 2,5 bilh�es

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Alagoas caminha para uma revolução industrial? A pergunta é esquisita e traz uma carga pesada de interpretações. A começar pelo Estado que já liderou os piores índices de mortalidade infantil, analfabetismo, homicídios e miséria, a questão ainda pode descambar para o conceito histórico desta revolução de outrora, com agressões ao meio ambiente, ?capitalismo selvagem?, exploração do trabalhador e tudo mais. De fato, o segundo menor Estado do Brasil em dimensões territoriais nunca foi tão atrativo como agora, ao ponto de se elevar à condição de um dos focos mais importantes para investimentos do setor produtivo no País. Só este ano, Alagoas pode contar 22 fábricas em instalação, com a criação de novas cadeias produtivas, aporte financeiro de R$ 1,6 bilhão e geração de 3.200 empregos diretos. Isto sem incluir os 18 novos hotéis e pousadas da chamada indústria do turismo. Dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) acrescentam que ainda há 34 fábricas em prospecção. Se as negociações derem certo, a soma dos próximos anos chegará a 56 novas indústrias, com capital inicial de R$ 2,5 bilhões para instalação e criação de 5.300 postos de trabalho. Com toda a adversidade da crise, Alagoas desponta como um dínamo no coração do Nordeste, gerando novo fôlego contra a retração do setor industrial. E o melhor: com energia renovável, limpa, inovações e tecnologia, aparece no mapa como um ponto fora da curva diante da combalida economia do País. O sopro de um futuro promissor tenta assoviar sem a chupada da cana, que sempre levou a economia alagoana no lombo, carregando 98% das exportações com sacos de açúcar nas costas. Coisa vinda do passado, da senzala do engenho de séculos atrás, tempos em que a revolução de máquinas inglesas esfumaçava um questionável progresso fundido a ferro e fogo ao redor do mundo. Em pleno 2015, na era da informação, a indústria que chega ao paraíso alagoano ameaçado transpira o desenvolvimento sustentável. Em tempos de WhatsApp, esta nova revolução industrial só poderia ser outra. Como diria o matuto no bueiro da usina, ?são outros quinhentos?, agora com tons de cinza da inovação tecnológica.

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