loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Safra de cana de a��car ter� retra��o de 30%

Ouvir
Compartilhar

As usinas que restaram à crise em Alagoas devem moer nesta safra 30% menos do que na passada, que já foi desastrosa. Mesmo no momento em que o preço do açúcar dispara no mercado internacional e o etanol passa a ficar competitivo na bomba de combustível, o setor canavieiro não encontra fôlego para se recuperar. A drástica redução na área cultivada de 600 mil para 380 mil hectares no Estado é um dos principais fatores. Os fornecedores de cana e usineiros vivem um dilema, como dois lados da mesma moeda. Diante do melhor cenário dos últimos anos e das oportunidades que o mercado oferece, está faltando cana e capital para investir na produção da matéria-prima. Dados da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas (Asplana) apontam que o endividamento das usinas com os produtores chega ao patamar de R$ 250 milhões. A maior parte dos credores são os próprios fornecedores, que, de mãos atadas, viram as usinas transformarem a cana deles em capital de giro. Por outro lado, os bancos fecharam as portas e não emprestam mais um centavo para o setor responsável por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado. Sem crédito no mercado e sem dinheiro no bolso, muitos produtores e usineiros podem ficar literalmente a ver navios, no caso, carregados de açúcar, cujo preço do saco de 50 quilos aumentou dos vexatórios R$ 45 para robustos R$ 80 nos últimos meses. De todo modo, é uma luz que aparece no fim do túnel. ?Estamos saindo do fundo do poço?, resume o presidente da Asplana, Edgar Antunes Filho. O problema está no desperdício da oportunidade de se recuperar com bons lucros por causa da incapacidade de investir. Ninguém acreditava que o cenário mudaria em tão pouco tempo. E muitos que enxergam o cenário positivo, não têm mais tempo nem dinheiro para recuperar o canavial abandonado. Edgar Antunes lembra que foram quatro anos de crise profunda no setor agroenergético, agravada pela crise na economia do País, com retração de mercado. ?Teve fornecedor que ficou com créditos a receber de até três safras, houve usina que ficou sem pagar duas safras inteiras?.

Relacionadas