Economia
Macei� tem maior alta do Nordeste
Na contramão das demais capitais nordestinas, Maceió foi a única a apresentar alta nos valores cobrados em aluguel de imóveis em 2015. De acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), nos nove primeiros meses do ano o preço médio cobrado na locação de imóveis residenciais caiu 1,98% em nove cidades auditadas. Enquanto isso, na capital alagoana, um levantamento da Superintendência de Produção da Informação e do Conhecimento (Sinc) da Secretaria de Planejamento do Estado (Seplag) demonstra que o crescimento acumulado no mesmo período é de 8,75%. O índice Fipezap monitora os valores de imóveis em 20 cidades brasileiras ? Maceió não está incluída no levantamento ? e analisa os preços de aluguéis em nove. Pela quarta vez consecutiva, o valor médio do m² de locação apresentou queda. No mês de setembro, a variação foi -0,78%, o que representa a maior queda mensal desde 2008. Já no acumulado do ano, a queda é de 1,98%. Enquanto capitais como Salvador (BA), Recife (PE) e Fortaleza (CE) ? cidades que são pesquisadas pelo Fipezap ? têm apresentado variações negativas, na capital alagoana o cenário é bastante diferente. Segundo o levantamento mensal da Sinc, os valores gastos pelo maceioense com aluguel e taxas residenciais têm aumentado desde o fim de 2014. Somente em outubro, o índice atingiu o patamar de 1,28%, a maior alta dos últimos 12 meses. De acordo com o supervisor de estudos e análises da Sinc, Gilvan Sinésio, esse crescimento pode ser explicado pela busca de imóveis menores ?Esse aumento pode ser um reflexo de um aumento na demanda de determinados tipos de imóveis. O que causa um aquecimento no mercado muito específico e termina por elevar o índice?, diz Sinésio. Os números apontam para uma realidade que pode parecer contraditória. O relato do corretor Helder Pita, que atua em Maceió há mais de 30 anos, é de que muitos proprietários de imóveis estão relatando dificuldades de encontrar um locador e, por isso, estão mantendo os valores dos contratos atuais para não afastar os locatários, ou reduzindo valores dos imóveis vazios, na tentativa de conseguirem um contrato.