Economia
Empresa teve in�cio visando � causa ambiental
Um exemplo de acúmulo de restos é o tubo de imagem de televisões mais antigas, que ao ser quebrado libera um gás tóxico. Jadiel Lira explica que é comum as eletrônicas abrirem as TVs, retirarem os componentes e o chamarem para entregar o tubo vazio. Neste caso, a empresa cobra R$ 3 por cada tubo para dar a destinação correta. Mesmo assim, é viável para as eletrônicas, que fazem o descarte adequado e evitam sanções estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, que exige a logística reversa. A construção do negócio da Bio Digital aprendeu a equacionar problemas como o descarte de pilhas, cuja última carga com 300 quilos de material gerou um custo de R$ 900. Foi aprendendo a fazer as contas, mas sem nunca perder a responsabilidade ambiental que o negócio conquistou os certificados de que precisava, e hoje é a única empresa de Maceió legalmente autorizada a receber lixo eletrônico, com cadastros na Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) e no Instituto do Meio Ambiente (IMA). O que começou como uma causa ambiental virou um bom negócio naturalmente, como um prêmio em consequência das boas ações. O trabalho consiste na descaracterização dos equipamentos, separação, classificação e envio para cinco diferentes indústrias de reciclagem. A Bio Digital emprega hoje três pessoas, uma auxiliar administrativa e dois recicladores. ?O forte aqui são as placas, a gente retira e separa as coloridas, não coloridas, o alumínio, o fio, o plástico, o metal, tudo direitinho?, afirma o reciclador Sebastião Cavalcante.