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Economia

Amea�a de demiss�o � realidade

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?Batizado? de ?Vô? pelos colegas de trabalho, por ser um dos mais velhos do grupo, Hamilton Gomes dos Santos tem 54 anos, 30 deles dedicados ao trabalho na construção civil. Diz que da época que começou até hoje muita coisa mudou no quesito segurança do trabalhador, porém hoje a ameaça tem outro nome: crise econômica e desemprego. ?Desde que essa crise começou que tenho medo de ficar desempregado ou então perder a gratificação que a gente recebe por produção, caso a empresa não tenha mais como pagar. Tenho medo. Vivo disso. Sustento minha família com esse emprego?, ele diz e conta que o dono da construtora conversa muito com os funcionários, no sentido de acalmá-los, mas ao mesmo tempo mantê-los cientes de que o momento é para se evitar gastos. ?Eu ganho R$ 2 mil. R$ 1.200 de salário e R$ 800 de produção. Mesmo com a crise, ele (o empresário) aumentou o valor de nossa produção. Agradeço a Deus por isso, numa crise dessa. Agora, o bom funcionário para manter seu emprego também tem que procurar trabalhar, desenvolver seu talento. Já fiquei desempregado e sofri muito. Antes, o patrão procurava gente no mercado e não tinha. Agora, é o contrário. Mas acho que se tivesse numa crise, sem a gente ter informação, era pior. Mas a gente tem informação?, afirma. DESAFIO EM DOBRO Com espaço aberto num mercado antes exclusivamente de homens, as mulheres também se empenham para manter o que conquistaram com tanto sacrifício, vencendo barreiras, preconceitos e os desafios de aprender a lidar com cimento, tijolos, ferros, brita. No canteiro de obras, as mulheres mostram primor no que fazem, mas mesmo com dedicação, temem perder o que conquistaram com tanto esforço. É o caso de Ivandeje Maria de Souza, 39 anos, que fez curso de pedreiro, foi empregada em uma construtora, pediu para sair e depois retornou porque diz que é na construção civil que se realiza. ?Sempre gostei de ajudar os pedreiros quando mandava fazer algum serviço na minha casa. Fiz o curso, ouvi muitas vezes para largar. As pessoas diziam que isso é coisa de homem?, ela conta.

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