Economia
Mercado de luxo em Alagoas desconhece crise
Notícias sobre o aumento da inflação, do dólar, das dívidas e afins afloram nos meios de comunicação todos os dias, desde o ano passado. Apesar disso, um certo segmento de mercado parece não estar nem um pouco preocupado com o cenário atual: o mercado de luxo. Em Maceió, empresários do segmento relatam avanços de mercado, boa aceitação do público e vendas, muitas vendas. Crise? Para diversos setores que atendem o público classe A essa palavra não faz sentido algum. Segundo a previsão do IPC-Maps ? entidade que disponibiliza informações demográficas e de potencial de consumo de todos os municípios do País ? o consumo dos brasileiros irá movimentar R$ 3,730 trilhões este ano, um aumento de R$ 468 bilhões (ou 14,3%) em relação ao ano passado. Neste cenário, estima-se que R$ 447,5 bilhões sejam consumidos apenas pela classe A. É de olho nessa parcela e no fato de que Maceió tem um ritmo de crescimento de 24% na última década, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que muitos empresários têm visto a capital de Alagoas como uma cidade repleta de oportunidades. Pensando no mercado carente de concorrências, muitas grifes nacionais abriram filiais no último ano, mesmo com os presságios da crise. Um destes novos estabelecimentos é a grife de massas artesanais Pissani, que carrega o nome gourmet na assinatura e pratica preços a partir de R$ 37,50 por porção de 500 gramas de massa pré-cozida.