Economia
Infla��o tira poder de compra do maceioense
O poder de compra do maceioense está cada vez menor e a tendência é que ele reduza ainda mais até o primeiro semestre de 2016. A perspectiva é de que a inflação acumulada feche o ano com dois dígitos (mais de 10%), um fenômeno que não vinha sendo registrado na capital há uma década. De janeiro a outubro deste ano, ela somou 7,79%, conforme o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), elaborado pela Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio de Alagoas (Seplag), e segue tendência de alta desde o início do ano. No mesmo período do ano passado, o percentual estava em 4,39%. Acuada, a população freou o consumismo supérfluo. O levantamento mostra que Maceió fechou outubro com inflação de 0,64%, três vezes maior do que no ano anterior (0,20%). De maio a outubro (últimos seis meses), o IPC acumulou em 3,65% este ano. Em 2014, o índice inflacionário estava em 2,46%. A soma da inflação dos últimos doze meses (novembro de 2014 a outubro de 2015) ficou em 8,89% em Maceió. Ano passado, o mesmo acumulado estava em 5,58%. Os grupos que mais influenciaram este cenário, em outubro, foram o de transportes (com variação percentual de 1,39%), saúde e cuidados pessoais (0,76%), habitação (0,70%) e vestuário (0,67%). Entre os itens que interferiram nestes números do mês passado estão filmagem e fotografia (com alta de 5,80%), combustíveis (+5,58%), produtos de higiene pessoal (+2,17%) e aluguel e taxas (+1,22%). O preço elevado das roupas, dos utensílios e enfeites e artigos de limpeza também mexeram com o índice. Dentre os produtos ou serviços que mais impulsionaram o crescimento do percentual este ano, destacam-se as passagens áreas. Em 2015, os bilhetes domésticos comprados isoladamente, ou seja, sem os pacotes atrativos que são oferecidos pelas agências de viagens, subiram mais de 72% em Maceió. As companhias alegam que o aumento adicionado desde janeiro é devido à alta do dólar e do preço dos combustíveis.