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Aliment�cias lucram fora do Pa�s

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São Paulo, SP ? As maiores empresas de alimentos do Brasil destacaram a redução de sua dependência do mercado interno na apresentação dos resultados do terceiro trimestre do ano. JBS, Marfrig e Minerva surfaram na alta do dólar ante real na exportação, que impulsionou receitas, e aproveitaram o momento para destacar que estão menos expostos à crise econômica nacional, que tolhe o consumo de carne bovina. Os efeitos negativos da recessão e da inflação, porém, ainda são observáveis. E, embora tenha ajudado no lado operacional, o câmbio mais uma vez foi o vilão para o endividamento. As companhias mantêm parcela significativa de sua dívida na moeda norte-americana e a queda do real fez os números dispararem mais uma vez. Atento ao avanço no passivo financeiro, o setor expõe estratégias para mitigar riscos cambiais ao crivo dos investidores. A JBS somou recorde de R$ 150,1 bilhões em receitas nos 12 meses encerrados em setembro, graças ao avanço do dólar e à integração de unidades recém-adquiridas. Deste total, a companhia faz questão de ressaltar que apenas 12% são gerados no Brasil. O principal mercado para a empresa é, de longe, os Estados Unidos ? com 47% das receitas. No terceiro trimestre, a Minerva reafirmou seu foco exportador e reportou que 75,6% de sua receita bruta, ou R$ 1,898 bilhão, vieram dos embarques. O restante se deve a vendas no Brasil, mas também no Paraguai, no Uruguai e na Colômbia. A Marfrig é um caso atípico. A companhia está em pleno processo de reestruturação e tem colocado suas divisões fora do Brasil à venda para reduzir o endividamento. A Marfrig embolsou R$ 4,8 bilhões com a venda da Moy Park, subsidiária britânica, à JBS no terceiro trimestre. Ainda assim, o presidente da empresa, Martin Secco, reiterou que a Marfrig continua internacionalizada. ?Nossa estratégia é continuar crescendo globalmente com produtos de maior valor e foco na área de foodservice?, afirmou, em coletiva de imprensa no início do mês.

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