Economia
Pesquisadores analisam tributos
Fechada como uma masmorra, após anos de gestões obscuras, a Secretaria da Fazenda (Sefaz) abriu as grades do castelo de informações da Receita e do Tesouro estaduais. Os jovens pesquisadores escalam diariamente as torres contábeis, fiscais, administrativas, financeiras e tributárias. Do alto de pilhas de processos, cascavilham toneladas de papéis, esbarram nos dragões da sonegação e se aplicam para salvar donzelas em perigo, como a ética, a transparência e a boa-fé na administração pública. Contra cavaleiros medievais, suas armas são mais práticas: a inteligência, tecnologia da informação, disciplina e uma pitada de autoestima para superar os obstáculos. O Núcleo de Estudos de Aperfeiçoamento das Bases Jurídicas da Gestão Fiscal do Estado de Alagoas se debruça sobre as mudanças na legislação e já trouxe resultados expressivos no aumento de arrecadação do Estado, por exemplo, com débitos antigos de impostos que não eram resgatados. Os estudantes de Direito do Centro de Estudos Superiores de Maceió (Cesmac), Antoniele Ferreira e Diego Araújo, são bolsistas graduandos que atuam na estratégia de utilizar os dados do Simples Nacional para aplicar na tributação do Estado. ?O Simples abrange 95% das empresas e, há muito tempo, não se fazia um trabalho de arrecadação, então havia uma torneira grande aberta de sonegação?, explica Antoniele. Com a ajuda dos universitários, o secretário George Santoro está conseguindo fechar essa torneira. ?Agora a gente faz um trabalho por lote, hoje já recebe as informações dos contribuintes, antes era impossível fiscalizar todos?, completa. Com a devida análise da legislação, os pesquisadores notaram que o Simples não era adotado como deveria ser em Alagoas. ?Não havia um cadastro correto?, resume Diego.