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Jo�o Lyra tenta ‘salvar’ Laginha Agro Industrial

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Aos 84 anos, o empresário João José Pereira Lyra ainda trabalha todos os dias num escritório no décimo andar de um edifício empresarial no bairro de Mangabeiras, em Maceió. Se nem de longe lembra o usineiro que comandou um império com mais de 18 mil funcionários, cinco usinas de cana-de-açúcar, imóveis de luxo e um conglomerado de empresas que ia de táxi aéreo a veículos de comunicação, ele não parece disposto a ?desistir? sem lutar. Afastado da política ? depois de tentar chegar ao governo, em 2006 ? e exercer dois mandatos de deputado federal, João Lyra vive problemas de ordem empresarial, além de uma disputa familiar pelo controle dos seus bens. Considerado um dos usineiros mais ricos e famosos do País até o início dos anos 2000, vive atualmente sob o fantasma da falência e do ostracismo. Hoje, como se sabe, o empresário enfrenta um processo de falência da Laginha Agro Industrial S/A, cujas dívidas foram avaliadas pela Justiça de Alagoas em mais de R$ 2 bilhões. O gosto de João Lyra pela política pode ter sido uma das razões que levaram à ruína o império empresarial. Coincidência ou não, a derrocada nas suas empresas começa em 2006, quando o empresário teria gasto parte da sua fortuna na disputa pelo comando do governo de Alagoas. Desde então, as dívidas da Laginha começaram a se acumular e desaguaram, em 2008, com o pedido de recuperação judicial na Comarca de Coruripe. O plano de RJ não foi cumprido e o processo evoluiu, num imbróglio judiciário que envolveu diferentes decisões nos últimos anos, para a decretação de falência pelo Tribunal de Justiça de Alagoas em fevereiro de 2014.

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