Economia
Usineiros v�o baixar pre�o do �lcool combust�vel
A reunião do setor sucroalcooleiro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da área econômica, realizada ontem, em Brasília, deve se refletir no bolso do consumidor. Os representantes das usinas e dos fornecedores de cana se comprometeram a reduzir o preço do álcool combustível e, honrar o acordo firmado no início do ano com o Governo Federal, de que o preço do álcool não supere os 60% do preço da gasolina. Para que isso seja possível, os produtores irão aumentar a oferta do combustível no mercado, antecipar a safra do Centro-Sul de maio para março e reduzir a exportação de açúcar. Com isso, acredita-se ser possível colocar no mercado 1,5 bilhão de litros de álcool a mais esse ano. Para que o consumidor possa ser beneficiado com a redução no preço, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) se comprometeu a fiscalizar as distribuidoras. Prioridade O presidente da Unica (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo), Eduardo Pereira de Carvalho, afirmou que o setor dará prioridade total para a produção de álcool. ?A produção de açúcar será residual. O que sobrar da cana da produção de álcool será transformado em açúcar?, disse. A medida visa atender o apelo do governo para a ampliação da produção de álcool combustível para atender o aumento da demanda. Atualmente o consumo de álcool no Centro-sul do país está em cerca de 970 milhões de litros por mês. A redução da produção de açúcar causará uma queda de 15,4% nas exportações do produto, que cairão de 13 milhões de toneladas anuais para 11 milhões. Como o Brasil é o maior exportador mundial, o preço do açúcar deverá subir com essa redução. Para evitar que algum produtor ou usineiro tenha altos ganhos com a elevação dos preços, o setor vai firmar um contrato individual com cada produtor no qual ele se comprometerá a fornecer uma quantidade determinada de álcool.