Economia
Crise chega aos ve�culos de luxo
São Paulo, SP ? O mercado de carros de luxo, que cresce há vários anos consecutivos, deve se manter estável ou até mesmo cair em 2016, segundo prevê o presidente da BMW do Brasil, Arturo Piñeiro. O segmento registra até agora alta de cerca de 15% nas vendas no ano em relação a 2014, mas perdeu fôlego, embora apresente resultados muito superiores aos do mercado total de automóveis e comerciais leves, que caiu 25% até novembro. ?A crise tirou o dinamismo previsto para este segmento?, afirma Piñeiro. Até agora, o segmento de carros de luxo, composto pelas três marcas alemãs Audi, BMW e Mercedes-Benz, além de Land Rover, Volvo, Mini, Porsche, Jaguar e Lexus, vendeu cerca de 64 mil unidades. Em todo o ano passado foram 55.800, quase 40% mais que em 2013, segundo dados das empresas. O crescimento deste ano, ressalta o executivo, ocorreu principalmente no segmento de entrada (versões mais baratas de cada marca), cuja rentabilidade é menor. Em 2016, o executivo acredita que o mercado vá se manter estável ou até mesmo cair entre 5% e 10%. A previsão do setor de que o mercado premium venderia 100 mil veículos por ano em 2018 foi estendida para data ainda indefinida. Para Piñeiro, a decisão de compra por parte de empresários que compõem a principal fatia de clientes desse tipo de produto está sendo adiada. ?Não é o momento para um cliente que precisa tomar medidas estruturais, como corte de custos e demissão de funcionários, comprar um carro de luxo.?