Economia
Ambiente possibilita v�rias oportunidades de neg�cios
Pilar ? O ambiente da vaquejada atrai inúmeras oportunidades de negócio. Foi observando a necessidade de mais conforto e segurança para os vaqueiros e os animais transportados, que o pernambucano Gilmar Florêncio da Silva, 46 anos, passou de vendedor de bacias de alumínio a empresário de sucesso. Ele mantém em Caruaru, agreste pernambucano, uma fábrica que emprega 60 funcionários no fabrico de verdadeiras casas ambulantes: caminhões adaptados que transportam os animais e os competidores da vaquejada. Os preços para fazer as adaptações variam de R$ 30 mil a meio milhão de reais. Por conta das inúmeras encomendas, ?Gilmar da Bacia?, como ficou conhecido o vendedor do prosaico utensílio, só pode entregar o produto dentro de sete meses. Há uma fila para a entrega. Grande parte dos clientes dele é de Alagoas. ?O caminhão transporta os animais. Quando chega no destino, na vaquejada, os bichos são tirados e o espaço é lavado. Na parte traseira, fica o quarto dos vaqueiros. Tem ainda o apartamento do patrão com ar-condicionado, a varanda, o banheiro, a cozinha e se quiser mais alguma coisa a gente bota, até uma boate?, revelou Gilmar. ?A vaquejada é o que movimenta o meu negócio. É o coração do Nordeste Brasileiro?, comparou Gilmar, que também pratica o esporte nas horas vagas. Foi nesse ambiente da vaquejada, que a empresária Maria Paula Maia, 26, também vislumbrou uma oportunidade de negócio. Ela criou uma linha feminina de roupas country voltada ao esporte. ?Trata-se de um nicho que não é tão explorado aqui no Brasil, principalmente no Nordeste, em Alagoas. A nossa região ainda é muito machista, mas está começando a mudar. As vaquejadas estão começando a se profissionalizar, então é um ambiente que está sendo muito frequentado pelas mulheres, pelas famílias?, relatou Maria Paula, que trouxe de São Paulo o noivo para conhecer a vaquejada, o agropecuarista Luiz Afonso Júnior Ferreira, 30.