Economia
Vaquejada supera futebol em Alagoas
Engana-se quem pensa que a vaquejada consiste apenas na tríade: cavalo, vaqueiro e boi. Ela extrapola as duas faixas marcadas a cal. A cadeia produtiva vai desde o produtor de rações à venda de acessórios e suplementos, passando pelo proprietário, vaqueiro, dono de parque até atingir a grande massa da população com os shows e acontecimentos derivados dessa prática esportiva. Para Clóvis Farias Filho, dono de haras em Coruripe e Igreja Nova, a vaquejada é uma vitrine para o negócio dele, que movimenta anualmente entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão. ?O povo acreditava que vaquejada não dá renda ao Estado, mas a gente compra a ração, compra o remédio e impulsiona diretamente o comércio. Isso aqui movimenta muitos milhões, traz gente de todo o Brasil. Acredito que essa movimentação de recursos é maior do que o futebol de Alagoas?, afirmou. E ?Seu? Clóvis tem razão. A vaquejada pode ser considerada o segundo maior esporte em número de público no Nordeste, perdendo apenas para o futebol. E a Corrida de Mourão só perde para o futebol apenas quando somadas as capitais de cada Estado. ?Se for levado em consideração somente os municípios interioranos, com toda certeza a vaquejada será considerada como o esporte de maior impacto econômico e cultural, inclusive em Alagoas?, cita o economista Lucas Sorgato, que coordenou a pesquisa.