Economia
Empres�rio gasta R$ 5 mil por m�s com os eventos
Pilar ? Por mês, o administrador de empresa Leandro Novaes participa, ao menos, de duas competições. Seus gastos mensais com a vaquejada ultrapassam os R$ 5 mil. ?Nunca contabilizei os prêmios que ganhei. O que ganho mesmo é amizade, é essa hora com os amigos, batendo papo, isso é que é interessante. Numa competição, se você for calcular: caminhão, cavalo, combustível, tratador, a senha (inscrição), é um bocado de dinheiro. Mas é uma diversão, uma terapia, traz um pouco de felicidade pra gente. Tenho 50 anos e encarando tudo isso, sem cansaço?, declarou Novaes, numa roda de amigos, no Parque Arthur Filho, em Pilar, onde participou de mais uma vaquejada. José Barros de Almeida, 43, o ?Zé da Lia?, trabalha há 17 anos como cozinheiro e há seis passou a atuar exclusivamente nas vaquejadas, integrando as equipes dos proprietários. Chega a faturar R$ 900 por evento, fora as gorjetas. ?Eu não peço, mas, quando o tempero agrada, eles sempre dão gorjeta. O vaqueiro gosta da farofa de cuscuz, de feijão tropeiro com charque, que é o arrumadinho, são coisas que invento na hora, a exemplo da picanha picada no molho inglês?, disse Zé da Lia, natural do povoado São Marcos, em Major Isidoro. O adestrador de equinos é outra figura importante dentro do universo da vaquejada. É ele quem prepara o animal e o molda para atuar da melhor maneira, facilitando a vida do vaqueiro no momento em que o gado é solto na pista até ouvir o locutor bradar: ?valeu o boi!?. Rogério José da Silva, 41, natural de Gravatá (PE), trabalha como adestrador há nove anos. Aprendeu as técnicas em São Paulo, onde trabalhou em diversos haras. Morador do Pilar, no Vale do Paraíba alagoano, ele tem, hoje, sob sua responsabilidade, 26 animais sendo preparados para correr vaquejada.