Economia
Vaquejada movimenta mais de R$ 62 milh�es por ano em Alagoas
Pilar ? O vaqueiro está na gênese e formação do brasileiro. Encontra-se retratado nas obras literárias de Euclides da Cunha (Os Sertões) e de José de Alencar (O Sertanejo). A prática lúdica rural do homem do sertão, a vaquejada, aproxima-se das manifestações populares tradicionais e foi cantada e decantada pelo ?Rei do Baião?. Em Corridas de Mourão, Luiz Gonzaga exalta essa paixão do nordestino. ?Meu sertão tem futebol, tem samba, tem farinhada, leilão, reisado e novena, mas nada disso me agrada. Meu fraco é cavalo e gado, cantoria e vaquejada!?, brada Gonzagão, retratando o ?maior cinema? para o sertanejo. Que a vaquejada corre nas veias de muitos nordestinos, isso não é novidade. Novidade mesmo é o que retrata um estudo inédito feito em Alagoas, que demonstra a importância econômica deste esporte para o Estado. A modalidade movimenta, anualmente, mais de R$ 62 milhões e emprega algo em torno de 11 mil pessoas, 4.800 só de forma direta, gerando uma receita mensal de R$ 5 milhões em salários. ?A atividade fica à frente de importantes segmentos como a indústria químico-plástica (tendo a Braskem como empresa-chave), da agricultura (sem contar o setor sucroenergético) e a da indústria têxtil?, conclui o parecer técnico e econômico, intitulado ?O Mercado da Vaquejada em Alagoas?, coordenado pelos economistas Lucas Sorgato e Jarpa Aramis, mestres em Economia Aplicada. O estudo foi encomendado pela Associação Alagoana de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ALQM) e tem a finalidade de retratar a importância econômica da vaquejada para Alagoas.