Economia
Servi�os em Alagoas exploram os turistas
A alta do dólar, o incentivo ao turismo nacional e as belezas naturais do Nordeste favorecem Alagoas. Os municípios litorâneos estão ?bombando? de turistas. Os órgãos oficiais estimam que até o final de fevereiro passarão no Estado mais de 500 mil turistas, que devem gerar receita de quase R$ 2 bilhões. Apesar da crise econômica nacional, quem vive do turismo comemora a invasão dos visitantes. Mas a ?galinha dos ovos de ouro?, como é definido o setor, está para morrer e, provavelmente, nesta temporada. Os preços abusivos, a falta de fiscalização e a anarquia nos serviços prestados comprometem o turismo em Alagoas. Os problemas começam no passeio de jangada até as piscinas naturais na praia da Pajuçara. Na baixa temporada custava R$ 25, subiu para R$ 30 e depois do dia 15 de janeiro vai sofrer novo reajuste para R$ 35 ? uma alta de 40%. A maioria dos 200 jangadeiros diz que o preço estava congelado em R$ 30 há mais de dois anos e alega que o preço na baixa temporada cai por falta de turista. O jangadeiro Ivaldo Silvestre diz que o reajuste vai cobrir os custos. ?Nós pagamos ao roleiro para colocar a jangada no mar, tem a manutenção, garçons e pessoal de apoio. Tudo aumentou de preço?. No porto dos jangadeiros, tem uma placa onde consta que o transporte por pessoa custa R$ 30 por duas horas; o aluguel de óculos de mergulho, R$ 10 por hora. Cada jangada tem capacidade para seis pessoas. O fretamento da jangada para particular varia entre R$ 180 e R$ 200. Como não há disciplinamento, os turistas são disputados sem critérios pelos jangadeiros. No local não tem banheiro, nem bancos de espera, muito menos filas, nenhum tipo de organização e controle. No final de semana, alguns traficantes atuam na área e assustam turistas e jangadeiros.