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Comerciantes apostam na expans�o da moeda digital

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São Paulo, SP ? O ano de 2015 foi movimentado para o bitcoin. Criada há seis anos, a moeda digital, que chegou a ultrapassar os US$ 1.000 por unidade em seu auge, no fim de 2013, começou o ano passado vendida a US$ 178 ? uma perda de mais de 80% de seu valor. De lá para cá, voltou a se valorizar e atingiu US$ 452, atraindo a atenção de grandes empresas e instituições financeiras, levando algumas a decretarem que a moeda caiu nas graças do mercado. No Brasil, onde o bitcoin é negociado atualmente por R$ 1.909, as transações devem bater recorde em 2015, atingindo R$ 70 milhões, de acordo com estimativas da empresa de monitoramento Bitvalor. E participantes do mercado apostam na crise econômica e na popularização de suas vantagens para elevar ainda mais a presença da moeda no País. Um dos empenhados nesse objetivo é Michael Dunworth, presidente-executivo da Snapcard, uma start-up com sede em São Francisco (EUA) cujo lema é ?tornar o bitcoin fácil para todos?. A empresa começou a operar em território brasileiro em setembro, em parceria com a Pagpop, especializada em pagamentos por meio de smartphones e tablets. Em razão dos contratos que a Pagpop já possuía, a entrada da Snapcard no país elevou, de um dia para o outro, o número de comerciantes que aceitam a moeda digital: de 150 para 15 mil. Agora, diz a start-up norte-americana, é possível comprar móveis, roupas e eletroeletrônicos, por exemplo, com o bitcoin.

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