Economia
Uso ainda � restrito aos que gostam de tecnologia
O interesse pessoal pelo bitcoin e seu potencial como ?moeda sem fronteira?, além dos benefícios financeiros, levaram Adolfo Delorenzo, proprietário da The Brownie Shop, em São Paulo, a adotar a novidade como meio de pagamento em sua loja. ?O custo de utilizar o bitcoin é muito baixo. Enquanto eu pago de 3% a 7% de taxa em outros meios de pagamento, no bitcoin as transações custam centavos?, diz. Hoje, ele faz vendas na moeda semanalmente. Delorenzo, que criou um aplicativo próprio para utilizar o dinheiro digital, acredita que iniciativas como a sua, que promovem o bitcoin e suas vantagens, serão essenciais para fazer a moeda ganhar espaço no País. Na Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista), uma parceria com a Pagcoin, empresa de pagamentos eletrônicos, permite que os interessados nos cursos de curta duração Shift, sobre tecnologia, inovação e negócios, façam suas inscrições usando a moeda digital. Para ter maior adesão, a faculdade oferece 10% de desconto a alunos que pagarem com bitcoin. ?A iniciativa parte da premissa de que a Fiap é focada em tecnologia. Estamos sempre atrás de novidades nessa área e buscamos testá-las antes que ganhem espaço no mercado?, diz o professor Leandro Rubim. Mas, embora as possibilidades de pagamento com o bitcoin estejam se expandindo no Brasil, a moeda digital ainda atrai, basicamente, aqueles que já se interessam por tecnologia e inovação.