Economia
F�brica vai beneficiar cascas do molusco
Do ponto de vista da ciência, o sururu é classificado como molusco bivalve, semelhante à ostra. Ele é encontrado em abundância em áreas de restinga, mangues, em lama de água salobra. É ingrediente de pratos típicos da culinária do Nordeste. Pode ser preparado com óleo de dendê, leite de coco, temperos tradicionais e é referência nas cozinhas dos estados de Alagoas, Bahia, Espírito Santo, Maranhão e Pernambuco. O pesquisador do curso de pós-graduação da Ufal Josias de Oliveira Ferreira, com trabalhos publicados em congressos brasileiros de zootecnia, vai industrializar a farinha de casca de sururu. Ele mostrou com exclusividade à Gazeta a primeira fábrica de beneficiamento da casca. A indústria vai produzir farinha de casca de sururu como complemento de ração animal. ?A indústria já esta pronta?, diz o pesquisador. Josias acredita tanto no projeto que investiu R$ 220 mil em equipamentos que ele adaptou para transformar em farinha seis toneladas de cascas do molusco. A primeira fábrica de beneficiamento de casca de sururu está instalada na zona rural do município de Roteiro, a 60 quilômetros de Maceió. Vai empregar na fase inicial 16 pessoas e terá capacidade de processar 6 toneladas de casca por dia, para produzir 4 toneladas de farinha, diariamente.