Economia
Gestor diz que � preciso dar novo g�s a APL
No comando do Arranjo Produtivo Local (APL) Mandioca do Agreste há pouco três meses, o engenheiro agrônomo Diego Dias reconhece ser fundamental ?dar um novo gás? ao arranjo, criado há mais de uma década com o propósito de desenvolver a mandiocultura e gera renda para os produtores. ?É preciso reestruturar, dar um novo gás ao arranjo, incentivando os produtores a apostarem também no mercado privado, e não apenas nas parcerias com governo?, comentou Diego, citando o exitoso exemplo do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O gestor também reconhece ter a produção de derivados da mandioca pouca inserção nos supermercados de Alagoas. Inserir bolo e polvilho fabricado no Agreste no café dos turistas da capital é um dos desafios encampados pelo gestor Diego Dias. Ao citar o cardápio de restaurante em posto de rodovia de acesso ao Litoral Norte, ele não esconde um certo incômodo: ?Praticamente tudo o que deriva da mandioca provém do Rio Grande do Norte. É preciso criar meios para fornecer também?, diz. De forma tímida, algumas associações de produtores tentam fugir à regra segundo a qual só se fatura vendendo mandioca in natura. Broas são produzidas no Sítio Taboquinha, em Arapiraca, e chegam ao mercado local devidamente embaladas. De porta em porta e nas feiras livres, as agricultoras de outra associação comercializaram, em 2015, mais 1.000 kg de bolo de mandioca. ?O potencial existe?, avisa Diego, apontando os derivados como alternativa ao lucro baixo com a venda de farinha na região. GOMA PARA TAPIOCA Aos poucos, o horizonte começa a ficar mais atrativo aos produtores da região, pelo menos para 250 dos 498 integrantes da Cooperativa Agropecuária de Campo Grande (Coopeagro), que tem representação em Arapiraca e funciona na estrutura da antiga Fecularia do Agreste. ?Temos 250 produtores de mandioca associados. Estamos nos preparando para lançar no mercado local a goma de mandioca pronta para o fabrico de tapioca. A ideia é abastecer o mercado local e exportar para estados vizinhos também?, explica Eloísio Lopes Júnior, atual diretor da cooperativa.