Economia
Motoristas derrubam at� dois postes por dia
Os consumidores, de modo geral, querem saber por que há falta de energia constante? O diretor de Operações da Eletrobras, Bernad Gouveia, responde que não é por falha técnica e muito menos por falta de manutenção. ?Em alguns casos são questões ambientais como vento forte que levam palha de coqueiro ou galhos que, em contato com a rede, gera curto circuito e, consequentemente, causa rompimento no fornecimento?. As queimadas também interrompem o fornecimento. As construções irregulares de casas próximas à rede também geram alguns problemas. A outra situação crítica é o abalroamento nos postes. A troca de postes é uma operação demorada. A Eletrobras troca, em média, dois postes por dia, que são alvo de acidentes do trânsito. A Eletrobras garante que anualmente faz um planejamento com objetivo de vislumbrar investimentos e consumo pluridecenal ou seja, tenta olhar a empresa para os próximos 10 anos. Este planejamento tem como base as projeções de crescimentos populacional e industrial de acordo com os pedidos de novas ligações. O cenário da empresa em relação a 2014 e 2015, segundo o diretor de Operações ?houve uma evolução em relação à qualidade dos serviços prestados. Talvez a população deseje um pouco mais. Mas a gente observa que reduzimos em torno de 27% e 25% o nosso tempo de interrupção?. A hoje Eletrobras de Alagoas era a Companhia Energética do Estado (Ceal). Por conta da crise de gestão, econômica e financeira que o Estado viveu em meados da década de 1990, a Companhia foi entregue ao governo federal em troca de recursos para pagar mais de seis folhas salariais dos servidores públicos. A transação foi feita como se o Estado fosse uma empresa privada. Como não teve recursos para pagar o valor emprestado pela União, a empresa foi federalizada numa transação que os gestores nunca explicaram direito aos alagoanos.