Economia
Brasileiros aderem a empresa de hospedagem pouco tradicional
São Paulo, SP ? O número de reservas de hospedagens de turistas brasileiros em solo nacional a partir da plataforma norte-americana Airbnb tem superado o de estrangeiros que usam o site com o mesmo objetivo. A empresa, criada em 2008, permite que os clientes disponibilizem seus quartos e casas para locação por temporada pela internet ou aluguem os espaços oferecidos por outros usuários. Como exemplo da adesão dos brasileiros a essa forma de turismo, Leonardo Tristão, diretor da empresa para o País, diz que, durante a Copa do Mundo de 2014, 6% dos hóspedes que usaram o serviço no Brasil no período eram brasileiros. Para a Olimpíada, os brasileiros são responsáveis por 53% das 7.500 reservas já feitas para o Rio de Janeiro. A cidade é a quarta com mais anúncios na plataforma, cerca de 20 mil. Fica atrás de Paris, Nova York e Londres. A companhia chegou a 60 mil anúncios no Brasil, 10 mil deles adicionados no último trimestre de 2015. Tristão diz que fatores como a crise econômica, que leva à busca de opções mais baratas de viagem, o interesse dos brasileiros por redes sociais e internet e a adaptação da empresa ao consumidor do País em 2015 ajudaram a impulsionar o mercado. No ano passado, a companhia passou a aceitar pagamentos parcelados em reais, via cartão de crédito nacional ou boleto bancário. Segundo ele, quem busca a plataforma procura uma experiência diferente da hotelaria tradicional e um custo mais acessível. Luiz Mastropietro, 32, foi um dos que inventaram uma experiência nova. Ele reformou uma Kombi, colocou uma cama dentro e a deixou no jardim de seu hostel em São Paulo para ser reservada pela internet. O veículo é decorado com itens dos anos 1960. Cada noite nele custa R$ 160 e, segundo Mastropietro, a maioria dos clientes do hostel passa, pelo menos, uma noite no quarto da Kombi.