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Nº 5735
Economia

Pa�s pode ter per�odo de estabilidade de juros

Brasília, DF – O Brasil poderá ter este ano o mais longo período de estabilidade dos juros básicos da economia da história do regime de metas de inflação, iniciado em 1999. Ao menos três representantes do setor financeiro privado saíram com esta percepção

Por | Edição do dia 21/02/2016 - Matéria atualizada em 21/02/2016 às 00h00

Brasília, DF – O Brasil poderá ter este ano o mais longo período de estabilidade dos juros básicos da economia da história do regime de metas de inflação, iniciado em 1999. Ao menos três representantes do setor financeiro privado saíram com esta percepção depois de conversas com membros do Comitê de Política Monetária (Copom). Os analistas estiveram no Banco Central, em diferentes ocasiões nos últimos 20 dias, para tentar obter indicações mais claras sobre o que pensa a autoridade monetária. A alegação de todos era que a ata divulgada no dia 28 de janeiro sobre a última decisão do Copom não dirimiu todas as dúvidas do mercado. A julgar pelas expectativas reunidas no Relatório de Mercado Focus, a projeção mediana dos economistas é de baixa dos juros apenas em janeiro de 2017. Caso seja confirmada a previsão, a Selic permanecerá em 14,25% ao ano por 17 meses. O máximo que a taxa básica ficou estabilizada em um mesmo patamar foi oito meses, entre 2009 e 2010, em nível bem abaixo, de 8,75% ao ano. Os analistas ouvidos pela reportagem, relataram que, entre subir ou baixar os juros, o recado indireto passado pela cúpula do BC foi o de que, em situação de incertezas, o melhor a fazer é esperar. Desde o início do ano, houve indicações de tendência tanto para baixo quanto para cima da curva de juros, em meio a dúvidas se o próximo passo do BC seria o de aumentar o juro para combater a inflação ou reduzi-lo por conta do cenário internacional adverso. Apesar do consenso sobre a manutenção da Selic, quem teve encontros com a ala mais hawkish (mais focados no controle da inflação) do colegiado acredita que a tendência após esse período é de elevação dos juros. Já quem se reuniu com os membros mais dovishes (preocupados com os efeitos dos juros sobre o crescimento) saiu com a impressão de que, depois da longa estabilidade da taxa, haveria espaço para cortes. O que demonstra que o colegiado continua dividido.

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