Economia
Redu��o de investimentos federais agravou situa��o do trabalhador
A sindicalista Rilda Alves, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), até concorda que a redução dos investimentos federias em Alagoas agravou a situação do mercado de trabalho em diversos segmentos, mas não deixa apontar outro fator muito conhecido dos alagoanos, a concentração de renda no bolso de alguns poucos. ?Essa concentração de renda prejudica bastante o nosso mercado de trabalho. Temos mais de 135 mil pessoas desocupadas em Alagoas, atualmente?, alerta a sindicalista, originária da Vila Bananeira, zona rural de Arapiraca, e atual líder dos trabalhadores que presidem 152 entidades sindicais no Estado. Todos os seus liderados, sem exceção, sonham com a reposição da inflação em seus salários. ?Os salários estão miúdos e não suprem as necessidades dos trabalhadores. A defasagem é grande e a luta será pela cobrança da reposição da inflação, seja no segmento público, seja no privado?, avisa. A luta pode não ser exitosa. Aos servidores do município, a Prefeitura de Maceió acenou com 2,2% de reajuste. ?Muito pouco, muito pouco, mesmo?, avalia Rilda Alves. Ela avisa ainda que a data-base dos servidores estaduais é 1º de maio e que a categoria já se prepara para pressionar o governo de Alagoas por reajuste compatível com a inflação. A crise nacional, em sua avaliação, não deveria ser pretexto para não melhorar a situação dos servidores públicos. ?Os governos devem controlar os gastos desnecessários e investir nos seus servidores. Como isso nem sempre acontece, vamos à luta cobrar a reposição da inflação?, avisa Rilda Alves.