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Pr�ximo passo da companhia alagoana ser� produzir p�s e�licas

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Com ventos favoráveis, o próximo passo (ou voo) da empresa genuinamente alagoana é inaugurar a produção de pás eólicas no Brasil. O avanço prevê um investimento da ordem de R$ 200 milhões que vai exigir uma engenharia financeira ainda em processo de elaboração. Desta vez, a Phoenix Energy vai buscar um financiamento, que ainda não está definido, pode ser público, privado ou por meio de uma sociedade. ?A gente trabalha com múltiplas fontes de receita, mas este momento precisa de cautela, de pensar muito, inclusive sobre a situação em que está o Brasil?, pondera Gustavo. Para se ter uma ideia da dimensão das carenagens, um spinner tem 4 metros de comprimento e as nacelles, 11 metros. Cada uma das três pás de um aerogerador tem 70 metros. As peças são fabricadas à parte e levadas para montagem em grandes fábricas multinacionais. Unidas, a carenagem fica com as dimensões de 15m x 4m x 4m. ?Eu fabrico duas dessas por dia?, lembra Gustavo. A nacelle é o compartimento onde fica o gerador eólico. O spinner é a parte que segura as pás e faz girar os ímãs, como um tipo de rotor. O que fez o grupo alagoano, já bem estabelecido com a fabricação de lanchas a enveredar pelo mercado de energia eólica? A expertise com a matéria-prima de fibra de vidro pode ter ajudado a dar o primeiro estalo, mas ainda era preciso investir alto para dominar a tecnologia. A mobilização mundial em defesa da energia renovável e do meio ambiente é importante. Mas, para o mercado, o que faz a energia eólica decolar como um bom negócio mesmo são as contas.

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