Economia
Fonte de energia e�lica era vista com maus olhos
Outra alternativa foi construir mega hidrelétricas, como a de Belo Monte, que consomem verbas federais aos tubos, no momento em que se atina mais um alerta. ?Descobriu-se que a hidráulica tem um impacto ambiental tão grande como a térmica; não é só o alagamento de uma grande área, o rio passa a não ser poder de Deus, passa a ser do homem, quem define sobre ele é a Chesf, a Eletrobras?, argumenta o diretor da Phoenix. Só por volta de 2004, começou a se falar de energia eólica no País, assim mesmo, com uma fábrica alemã que fazia apenas pequenos parques particulares. Até pouco tempo, esta fonte de energia era vista com maus olhos, como uma espécie de aventura tresloucada para o Brasil. Os alagoanos não deram ouvidos e deu no que deu. Uma megaempresa argentina que se instalou em Recife precisava importar todas as carenagens para montar seus equipamentos. Diante da oportunidade, o grupo alagoano começou a desvendar as tecnologias necessárias para se transformar num fornecedor de nacelles e spinner no estado vizinho, com milhares de milhas e fretes a menos para a fábrica. Não deu outra. Em pouco tempo, a Phoenix Energy se transformou no primeiro e (até hoje) único fornecedor destas carenagens para as principais multinacionais do setor, algumas com fábricas instaladas no Brasil.