Economia
Setor de servi�os ainda n�o sofreu com a crise
O setor de serviços, beneficiado pela elevação de 4,6% no fluxo de turistas desembarcando em Maceió, foi o único de Alagoas com saldo positivo em 2015, quando o Ministério do Trabalho (MTE) computou o acréscimo de 3.977 admissões na região metropolitana. São pessoas que tiveram oportunidade de respirar, faturando salário nem sempre valorizado em administradoras de imóveis e em estabelecimentos hoteleiros. ?Houve recrudescimento do emprego e da renda em todos os setores da economia local. O setor de serviços foi a exceção com ampliação dos postos de trabalho?, explicou o economista Felipe Rocha, assessor econômico da Federação do Comércio de Alagoas (Fecomércio) e estudioso do comportamento do mercado de trabalho e das tendências de consumo do cidadão alagoano. Em 2015, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) registrou 127.201 admissões e 132.688 demissões. Resultado: 5.487 postos de trabalho eliminados em 2015, ano de recessão potencializada pelo aumento das taxas de juros, pela perda de poder aquisitivo e pela incapacidade de se honrar compromissos anteriormente assumidos. APERTO ?69% das famílias de Alagoas estão endividadas. O índice é elevado, mas não significa que todos estão sem condições de pagar suas dívidas?, pondera o economista, para quem o aumento das dívidas em relação à renda é um dos fatores a partir dos quais se pode explicar a redução do consumo, essencial à manutenção de empresas e de empregos.