Economia
D�lar fecha a R$ 3,605 e risco-Brasil sobe 1,53%
São Paulo - Depois de dois fechamentos estáveis, o dólar voltou a avançar nesta quarta-feira e fechou a R$ 3,605 para venda e R$ 3,60 para compra - uma alta de 0,61% que, embora moderada, fez a moeda registrar a maior cotação do mês na expectativa por um posicionamento da ONU (Organização das Nações Unidas) quanto ao Iraque. Segundo operadores, o mercado cambial passou o dia quase sem negócios. Os investidores se mantêm cautelosos ante o agitado quadro político internacional e as incertezas quanto a uma guerra entre EUA e Iraque e, com um acontecimento chave marcado para esta sexta-feira, a ordem é esperar até lá para fechar negócio. Sem negócios no mercado, cada operação ganha peso sobre a cotação. O início da manhã, quando a alta do dólar foi mais forte, foi marcado pela compra de moeda por uma empresa. Já no início da tarde, a Vale do Rio Doce teria vendido cerca de US$ 200 milhões no mercado, amenizando a alta, informaram operadores. Também influiu nos negócios do dia o vencimento de uma dívida cambial de US$ 2,5 bilhões hoje. Embora o Banco Central tenha renovado todo o vencimento, os contratos cambiais e títulos que vencem hoje serão liquidados independente das novas operações a serem abertas. Risco-Brasil O risco-Brasil voltou a subir ontem após a queda de terça-feira, motivada pela recepção positiva aos cortes no Orçamento, e fechou em alta de 1,53%, a 1.322 pontos. O C-Bond, principal título da dívida do país, recuou 0,54% e fechou a 69,375% do valor de face. O risco-país mede a diferença, em centésimos de pontos percentuais, entre os juros pagos pelos títulos da dívida de um país e os títulos do Tesouro dos EUA. Quanto maior a diferença, maior o risco e menor a cotação dos títulos. O movimento de alta do risco continua a ser alimentado pela possibilidade de guerra entre EUA e Iraque.