Economia
Crise deixou o Estado mais pobre
No ano passado, o governo teve bom desempenho no combate à criminalidade. ?A meta agora é melhorar os nossos indicadores da Educação, que ainda são os piores do País?, reconhece o jovem governador, que também faz parte da lista de família dos milionários. O mapa dos ?ricos? publicado pela Revista Exame em 2012 mostra Alagoas na 15ª colocação em número de milionários, seriam 658 ao todo. E o mais surpreendente, este é o segundo estado em crescimento de milionários, cerca de 60% nos últimos oito anos. Até 2014, o crescimento do consumo do mercado de luxo em Alagoas seguia tendência nacional. Com as cotas de importação sem a incidência do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) majorado, incentivando a entrada de produtos industrializados importados no Brasil. SERVIÇO E COMÉRCIO A crise financeira ameaça falir a agroindústria da cana. A maioria dos milionários deve a instituições financeiras e fornecedores. O principal produto do agronegócio hoje representa 10% do Produto Interno Produto (PIB) de Alagoas, confirma um dos mais importantes economistas do Estado, o professor-doutor Cícero Péricles, ao acrescentar que os setores de Serviços e Comércio representam a maior fatia do PIB estadual. A crise político-econômica que se agravou no ano passado deixou o Estado mais pobre. Segundo o economista, em 2015 houve uma combinação entre a desaceleração da construção civil, pela falta de obras públicas e demanda menor da classe média, uma safra de cana ruim, com 30% de redução da produção, e um índice negativo de 8% no setor de comércio. ?Por isso, Alagoas apresentou o desemprego de 4.700 trabalhadores com carteira assinada?.