Economia
Uso de milhas � op��o contra crise
Quem participa de programas de milhagens sabe que eles costumam ser uma mão na roda na hora de comprar passagens aéreas, principalmente nestes tempos de recessão econômica, quando muitas pessoas têm desistido de viajar devido ao preço dos bilhetes. E justamente por causa da crise, um outro negócio vem surgindo no País: o mercado paralelo de venda de milhas. Programas de milhagem são aqueles que permitem que o acúmulo de pontos em uma empresa aérea sejam convertidos em passagens. A princípio, estes pontos eram acumulados em cada viagem. Logo, quem viajava mais, juntava mais pontos e poderia viajar de novo. Ao menos foi assim que surgiu o primeiro programa de milhas, da empresa American Airlines, em 1981. Se atualmente existem muitas formas de ganhar milhas, uma coisa não mudou: quanto mais você gasta, mais você recebe. Este é o lema de Carlos Eduardo Simões, que recebe, em média, 10 mil milhas ao mês. ?Parece muito, mas não é. Dá o equivalente a uma viagem de ida e volta num trecho curto, como São Paulo?Porto Alegre. Porém, em vendas consigo transformar isso em cerca de R$ 500 ao mês. É um dinheiro a mais, já que eu não tenho disponibilidade de viajar agora?, ressalta o jovem. Não existe nenhuma regulamentação sobre a venda de milhas, uma vez que elas são bonificações de programas de fidelidade na maioria das vezes atrelados ao cartão de crédito, e essencialmente intransferíveis. Mas o ?jeitinho brasileiro? propõe solução para tudo. Como não é proibido comprar passagens para outra pessoa, muitos negociam um preço pelo valor das milhas e emitem a passagem no nome do comprador.