Economia
Com financiamento, empres�rio investe em f�brica de resist�ncias
Se o chuveiro queima e você não encontra uma resistência, fica sem banho quente. Agora imagine uma grande indústria que precisa da resistência para manter a sua linha de produção. O engenheiro mecânico Orestes Credidio Neto veio gerenciar uma unidade da cadeia Químico-plástica em Alagoas e percebeu que não havia sequer uma fabricante de resistência no Estado. ?Quando você precisa de uma resistência, a sua máquina para e você tem que mandar buscar ou fazer em São Paulo e outros estados, deixando a produção interrompida?. Diante do problema, ele enxergou um bom negócio e o sangue esquentou na sua veia empreendedora. A necessidade atingia, em cheio, o segundo maior setor da indústria alagoana. ?Qualquer indústria de plástico, seja de extrusão (para tubos e forros), sopro (garrafas) ou injeção (peças em geral, como pratos ou garfos), usa resistência para aquecer o plástico, que vem em forma de grãos?, informa Orestes. Pense num mercado promissor, sedento por um fornecedor que realizasse um atendimento personalizado. ?Há uma variação infinita de dimensões, potências, acabamento e outros detalhes?, explica. ?O que a gente faz é visitar o cliente, tirar a medida correta, conhecer as necessidades e fabricar aquela resistência do jeito que a máquina precisa?. O resultado da demanda no mercado logo foi perceptível. ?Hoje, a gente atende a 80% das indústrias plásticas dos dois polos industriais (de Marechal Deodoro e do Distrito Luiz Cavalcante, no Tabuleiro)?.