Economia
Crise gera desemprego em Marechal Deodoro
Marechal Deodoro- Entre as cidades históricas de Alagoas, este município berço do proclamador da república, distante 35 quilômetros de Maceió, é um dos o que mais sentem os efeitos da crise econômica do País. A maioria das obras de restauração, revitalização, recuperação das Igrejas e dos acervos arquitetônicos dos séculos 16, 17 e 18 e o saneamento básico da cidade tiveram que ser paradas por conta do contingente federal superior a R$ 20 milhões. Os projetos estão no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Brasília, alguns já foram aprovados. Mas não têm dinheiro para continuar com as obras de restauração e preservação no sítio histórico. A liberação dos recursos depende da recuperação econômica do governo federal. E isso ninguém sabe quando vai acontecer. Não há previsão de liberação de recursos em curto prazo. A pequena cidade de 50 mil habitantes, que já foi a primeira capital de Alagoas, até 2011 vivia um clima de euforia na geração de 7 mil empregos. Chegou a ser obrigada a atrair um centro de formação e qualificação de mão de obra para atender mais de oito mil trabalhadores que disputavam o mercado de trabalho no Polo Multifabril do Município. Hoje, a recessão acabou com aquela euforia. A cidade vive com ruas vazias, instituições financeiras com pouco movimento, o comércio com as vendas fracas e os gestores municipais tentam conter o desemprego que não para de aumentar. A maioria dos trabalhadores qualificados da cidade, atraídos por novas oportunidades, foi trabalhar em outras regiões. Desde o ano passado, porém, boa parte sofreu os efeitos da recessão e retornou ao município, desempregados. A esperança deles é a retomada do crescimento no País e o fortalecimento da cadeia produtiva do Polo Multifabril do município.