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Empresa zera �ndice de acidentes de trabalho com solu��es simples

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Mãos decepadas e cortes de navalha deixaram de ser um assombro numa fábrica de garrafas plásticas e tampas situadas no Distrito Industrial Luiz Cavalcante, em Maceió. Com soluções simples, capacitação da mão de obra e investimentos em tecnologia, a Plastec, do empresário Gilvan Leite, conseguiu alcançar o índice de acidentes zero nos últimos cinco anos. O começo da prevenção partiu pela aquisição de máquinas mais modernas que dispensaram velhas ferramentas de trabalho, como a faca e a navalha. Os instrumentos utilizados para atividades repetitivas como retirar uma parte irregular do fundo das garrafas era um perigo. Quase sempre havia alguém afastado temporariamente do trabalho por causa dos cortes. A exigência do uso de luvas, além de incômoda, reduzia a produtividade. Então era comum ver trabalhadores com esparadrapos nos dedos. O supervisor Karilson Félix hoje enche o peito de orgulho ao dizer que as facas saíram da linha de produção e não acontecem mais acidentes. Algo que antes era rotina, sempre acontecia algum no decorrer do mês ou mesmo de uma semana para outra. A navalha era utilizada para retirar a parte de cima das garrafas. ?O operário ficava com a navalha ou a faquinha o dia todo, com movimentos rápidos, e qualquer vacilo, cortava?, lembra Carilson, que também faz parte da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa); ele faz questão de mostrar o mapa de risco de toda a planta industrial. ?Aqui foi desenvolvido lá no curso de engenharia química da Ufal (Universidade Federal de Alagoas?. Cursos e palestras sobre prevenção são constantes, assim como medidas de segurança, como a implantação de um novo mecanismo para acionar a prensa de garrafa PET. ?Ela só é acionada com o aperto simultâneo de dois botões para que a pessoa utilize as duas mãos. Isto impede o risco de alguém, por descuido, deixar a mão ser esmagada pela prensa?, informa Carilson.

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