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Constru��o civil � um dos que t�m mais casos

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Ao somar com redução de horas trabalhadas, queda na produtividade, multas e desvalorização da imagem da empresa, o rombo provocado por acidentes de trabalho fica ainda maior e a conclusão é óbvia. Todos saem perdendo: patrões, empregados, famílias, sociedade e governo. Uma revolução está em andamento, com a conscientização de trabalhadores e punições com fortes estragos no bolso do empregador. O custo dos segurados da Previdência é repassado às empresas por meio de despesas com seguro de acidentes de trabalho, primeiros socorros, perda de equipamentos e materiais, interrupção da produção, tempo perdido, retreinamento de mão de obra, substituição de pessoal, pagamento de horas-extras, recuperação do empregado, salários pagos aos afastados, despesas administrativas, gastos com medicina e engenharia. Quanto custa investir na prevenção de acidentes e doenças ocupacionais? A conta é variável, mas certamente fica bem abaixo das despesas que qualquer empresa pode ter se o sinistro acontecer. O setor da construção civil vive entre o céu e o inferno. É um dos que mais registra acidentes de trabalho, mas também se destaca como exemplo de boas práticas e avanços no cumprimento das normas de prevenção. O setor financeiro da construtora Delman, uma das mais conceituadas do Estado, calcula que o investimento em saúde e segurança do trabalho equivale de 5% a 7% do orçamento de uma obra. A empresa ainda assume um custo fixo de R$ 30 mil por mês em medidas de prevenção rotineiras, como cursos, exames e melhorias em canteiros. Isto sem considerar algumas despesas extraordinárias, como encargos sociais e e custos não previstos que acontecem no dia a dia das obras.

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