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“Brasil precisa avan�ar nas fontes alternativas”, diz ambientalista

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Segundo Anivaldo Miranda, a crise hídrica no São Francisco começou a ficar dramática a partir de 2013, quando o operador do sistema reduziu a vazão das barragens de 1.300 m³/s para 1.100 m³/s. No ano seguinte, caiu para mil, depois para 900 m³/s e agora chegou à situação atual de 800 m³/s. ?A China produz placas baratas para a capitação de energia solar e busca outra fonte alternativa. O Brasil precisa avançar nas fontes alternativas?, defendeu. Os municípios da Bahia beneficiados pelas águas da vazante da barragem de Sobradinho, e os de Xingó ? aqueles das regiões do Sertão e do Baixo São Francisco nos estados de Alagoas e Sergipe ? vão registrar prejuízos socioambientais, prevê o presidente do Comitê. ?Haverá o agravamento de dificuldade na captação de água para atender a população. As bombas terão de ser colocadas no meio do rio porque vai secar ainda mais nas margens. Com a redução da vazão, aumentará também o nível de poluição dos afluentes. A maioria das cidades despeja o esgoto no rio, sem tratamento?. Um dos problemas que pode ser sentido é o das microalgas, como ocorreu no município de Delmiro Gouveia. O abastecimento das cidades daquela região teve que ser interrompido porque se desconhecia os efeitos das microalgas nas pessoas. A princípio se imaginou que o problema tinha sido provocado depois da lavagem de uma das turbinas da hidrelétrica de Paulo Afonso, na Bahia. A empresa desmentiu a informação e responsabilizou o esgoto das cidades ribeirinhas. Nada ficou comprovado. A mancha poluidora chegou a 35 quilômetros. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público Federal. O que se sabe até agora é de que houve poluição.

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