Economia
Chuvas animam agricultores
Os sertanejos alagoanos comemoram as perspectivas de boa safra de milho, feijão e de outros produtos da agricultura tradicional. ?Choveu no dia de São José [19 de março]: significa que haverá condições de plantar?, ensina o agricultor José Inácio da Silva, do povoado Folha Miúda, localizado entre os municípios de Pão de Açúcar e José da Tapera, no Sertão de Alagoas, a 200 quilômetros de Maceió. O otimismo chegou também entre pequenos pecuaristas. A seca reduziu a produção de leite em mais de 60%, e mais de 40% do rebanho desses produtores foi dizimado. A chuva trouxe de volta o pasto, e o gado começa a ganhar peso, o que deve provocar melhora na produção de leite. As chuvas que ocorreram nos últimos dias, na bacia do São Francisco, abasteceram açudes, pequenas barragens, rios e riachos que estavam secos e garantiram aos ribeirinhos um alívio diante dos efeitos de uma estiagem considerada como a pior em 100 anos. Mas, apesar da alegria visível nas comunidades rurais da bacia do São Francisco, as chuvas ainda não são suficientes para alterar o controle da vazão, tanto do lago de Sobradinho, na Bahia, quanto no de Três Marias, em Minas Gerais, que permanecerão adotando a liberação de 800 e 150 metros cúbicos por segundo, respectivamente. ?O nível estava muito baixo e, mesmo com as chuvas, o reservatório chegou a pouco mais de 5% da sua capacidade, o que ainda é muito pouco. As previsões meteorológicas não são animadoras e nada garante que esse regime de chuva perdurará. Por isso, o momento é de cautela e de acompanhamento diário antes de qualquer alteração de procedimento?, explica o superintendente de Operação e Contrato de Transmissão de Energia da Chesf, Ruy Pinto, por meio de assessoria de imprensa.