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Ipea: situa��o fiscal de Alagoas � preocupante

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Levantamento divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que a situação fiscal de Alagoas é preocupante. De acordo com os dados ? feitos a partir de informações do Ministério da Fazenda entre os anos de 2009 e 2015 ? o Estado aparecia, no ano passado, com Indicador do Rating Fiscal (IFR) C-, considerada ?muito fraca?. O objetivo da nota é avaliar a viabilidade da concessão de novos empréstimos, que precisam ter aval do governo federal. Para chegar a ela, o Ipea levou em conta oito indicadores econômico-financeiros, entre eles o ?comprometimento da receita corrente líquida com a dívida?, ?gastos com pessoal em relação à receita?, ?participação dos investimentos na despesa total?, ?Receitas tributárias em relação às despesas com custeio? e ?deficit da Previdência?. Quem recebe conceitos A ou B é classificado em uma situação de risco ?quase nulo? ou pequeno. O Estado que ganha o conceito C depende do aval do secretário do Tesouro para obter dinheiro emprestado. Alagoas está no grupo de 13 unidades da federação cuja situação fiscal é classificada como preocupante pelo Ipea. No Nordeste, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Paraíba aparecem no conjunto dos estados que estão em boa situação fiscal [veja o quadro completo nesta página]. Apesar da situação fiscal de Alagoas ser considerada muito fraca, o Estado já esteve em situação pior quando, em 2010 e 2011, recebeu nota D+, o que se configura como desequilíbrio fiscal. ?Quando a gente recebeu o governo, em 2015, sabia que a situação do Estado era muito delicada?, disse ontem o secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro. ?O que a gente pode dizer é que [a nota ?muito fraca?] são dados são relativos a 2012, 2013 e 2014. A gente fez um trabalho [quando assumiu o governo] e melhorou bastante a situação do Estado?, ressalta.

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