Economia
Novo aumento de combust�veis � descartado
Rio - O presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, admitiu ontem que há uma defasagem dos preços dos combustíveis no Brasil em relação ao mercado internacional. Mesmo assim, ele descartou que a estatal planeje novos reajustes. Dutra disse que o governo vai continuar com a atual política de paridade de preços com o mercado internacional. Segundo ele, uma mudança só ocorreria depois de analisados os impactos de uma iminente guerra entre EUA e Iraque. ?Tem uma pequena defasagem ainda, mas estamos esperando um pouco para ver se a guerra começa, porque senão já tem de equalizar de novo. Há uma defasagem, mas no momento, não há necessidade de aumentar o preço?, disse. O último reajuste anunciado pela Petrobras foi no final do ano passado, ainda na gestão de Francisco Gros. Em 29 de dezembro, a estatal elevou os preços da gasolina na refinaria em 12,8%, o óleo diesel em 11,3% e o gás de botijão de 13 Kg em 7,7%. Variação O preço do litro da gasolina no Estado de São Paulo pode variar até 35%, segundo pesquisa da ANP (Agência Nacional do Petróleo) divulgada ontem. O preço mínimo nos postos pesquisados pela ANP é de R$ 1,849 por litro e o máximo, de R$ 2,499. Na média, o preço da gasolina no Estado é de R$ 2,146. De acordo com o levantamento, na Região Sudeste, a gasolina mais cara é vendida no Rio de Janeiro, onde o preço varia entre R$ 1,91 e R$ 2,59.O Estado brasileiro com o combustível mais caro é o Acre. Na média, a gasolina é vendida a R$ 2,55, mas o preço pode chegar a R$ 2,95, a mais cara do Brasil. Na região Sul, a gasolina mais cara está no Rio Grande do Sul, onde o litro chega a R$ 2,67, e o preço médio é de R$ 2,447. O preço médio da gasolina no país é de R$ 2,228. O álcool é vendido, em média, a R$ 1,586.