Economia
D�lar baixo favorece viagens internacionais
São Paulo, SP ? O psicólogo Douglas Gomes da Silva, 37, vinha pesquisando para onde iria viajar nas suas férias no próximo mês com a mulher e o filho de três anos. Ele cogitava descansar em um resort na Costa do Sauípe, na Bahia, quando, no começo deste mês, percebeu que o dólar estava mais barato, saindo de perto dos R$ 4 no final de fevereiro e caindo para abaixo de R$ 3,60. Na sexta, 1, a moeda fechou a R$ 3,55. Silva calculou que viajando para Punta Cana, na República Dominicana, por uma semana, no esquema ?all inclusive? (que inclui refeições e bebidas), pagaria cerca de R$ 8.300,00 contando a passagem aérea. Se fosse para a Costa do Sauípe, ele gastaria pouco menos do que isso. ?Antes de o dólar baixar, pagaria de R$ 10,5 mil a R$ 11 mil para ir a Punta Cana. Como vi que o preço estava mais próximo do de uma viagem nacional, acabei ficando com o destino internacional?, diz Silva. A cirurgiã ortopedista Bárbara Camilo Alves de Souza, 57, também aproveitou o momento mais favorável do câmbio para comprar um pacote de viagem para a Europa, que inclui Portugal e Itália. ?Eu planejava fazer esse passeio no ano passado, mas desisti porque o dólar subiu muito?, diz. Ela viaja em maio com o namorado. Segundo Souza, a parte aérea da viagem custou R$ 6.700 ? antes da queda da moeda norte-americana, estava sendo cotada por R$ 8.000 aproximadamente. Já a parte terrestre ficou cerca de R$ 4.000 mais barata e saiu por R$ 20 mil. A cirurgiã afirma ainda que a sua filha aproveitou o recuo do dólar para comprar uma passagem de ida e volta para Miami por R$ 1.380. ?Se fosse antes da queda, ela pagaria R$ 2.500.?