Economia
Empres�rio tenta acabar com pendura
A auxiliar em saúde bucal Maria Auxiliadora Ramos é uma das que optaram pela compra em carnê. Ela conta que levou para casa um refrigerador novo e vai passar os próximos 6 meses pagando prestações. ?Não tenho mais cartão de crédito. Cancelei há dois meses porque a taxa de juros estava muito alta e ainda tinha a anuidade. Fiquei com medo de não conseguir pagar as mensalidades e os juros transformarem a dívida numa bola de neve. Só que o meu refrigerador queimou e tive que comprar outro urgentemente, então o jeito foi dar uma entrada e financiar o restante?, explica Auxiliadora. Se por um lado a dificuldade de crédito tem ressuscitado as cadernetas e os carnês; por outro, tem feito muito comerciante tentar enterrar de vez o hábito. É o caso de Alberto Farias, proprietário da panificadora José de Alencar, que funciona desde 1982 no bairro do Farol. Ele conta que ainda tem uma caderneta na qual anota as compras de clientes fiéis, mas que, aos poucos, está liquidando o hábito. ?Atualmente mantenho esse sistema para algumas poucas empresas e cerca de 10 clientes, que fazem compras aqui há mais de 10 anos, mas aos poucos estou encerrando a conta de cada um?, revela Alberto Farias.