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Seca e falta de incentivos prejudicaram ind�strias

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Ausência de chuva, alta do dólar e a falta de incentivo do governo, aliados à crise econômica e instabilidade política, foram os ingredientes perfeitos para emagrecer a receita dos usineiros devido à queda na vendas e, consequentemente, resultar no índice negativo da balança comercial alagoana. Nos anos de 2011 e 2012, o índice exportação no Porto de Maceió foi recorde, com US$ 1,371 bilhão e US$ 1,014 bilhão, respectivamente. Porém, neste ano, a indústria sucroalcooleira sofreu com secas durante o período de plantio, perdendo financeiramente e não tendo recursos para investir, refletindo em uma perspectiva muito abaixo destes anos anteriores. ?O nosso setor vem enfrentando uma crise muito grande. A safra vem caindo porque não estamos conseguindo tratá-la como ela deveria ser tratada. Soma-se a isso a crise econômica e política que assola o País. Antes disso, nós já havíamos sido atingidos por uma política errada empregada pelo governo federal ao segurar o preço da gasolina, deixando o álcool sem competitividade?, conta Edgar Antunes, presidente da Associação dos Produtos de Cana de Açúcar de Alagoas (Asplana). Ainda segundo o presidente, cerca de oitenta usinas fecharam neste mês em todo o País. Em Alagoas foram seis. ?Com muito açúcar no mercado, o preço caiu drasticamente. Sem condições de comercializar, o preço foi pra baixo e as contas não fecharam. No País, mais de oitenta usinas fecharam. Em Alagoas, nós tínhamos 25, hoje temos apenas 19 funcionando. Se isso continuar, mais usinas fecharão. Alguns programas de governo, como o de subversão dada aos fornecedores de cana, foram cortados?. * Sob supervisão da editoria de Economia.

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