Economia
SPC registra 7.307 inadimplentes em janeiro
FÁBIA ASSUMPÇÃO Os índices de inadimplência no comércio de Maceió continuaram em alta no mês de janeiro, apesar de muitas pessoas terem sido beneficiadas com o pagamento dos precatórios e a liberação dos resíduos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O termômetro da inadimplência está nos registros do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Em janeiro, foram feitas 7.307 novas inscrições no SPC, contra 6.952 em 2002. O número de exclusões na lista do SPC em janeiro deste ano, 3.426, também foi menor que no mesmo período do ano passado, que chegou a 5.151. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Maceió (CDL), Wilson Barreto, janeiro é considerado um mês de pouco movimento de vendas, o que leva os lojistas a investirem em promoções para ?queima de estoque?. Durante o mês, foram fornecidas 93.147 informações pelo SPC, contra 109.384, em janeiro de 2002. Entre março e abril, período considerado também de maior baixa de vendas, o comércio prepara a campanha Liquida Maceió, que já conta com o engajamento de mais de 500 lojistas. A intenção é promover uma grande liquidação, semelhante ao que já acontece em outras capitais brasileiras, com descontos que podem chegar a mais de 50%. Mas para comprar é preciso estar com o nome limpo na praça. O não-pagamento de compras parceladas, empréstimos e a devolução de cheques sem fundo são os principais motivos para que muitos consumidores sejam incluídos nas listas dos serviços de restrição ao crédito, a exemplo de SPC e Serasa. Renegociar Os especialistas recomendam aos consumidores renegociar o pagamento dos suas dívidas diretamente com os credores. E devem procurá-los assim que perceberem que não poderão continuar pagando a dívida, evitando que ela cresça. Outra dica importante é que o devedor pode solicitar o histórico da dívida com os demonstrativos, para saber exatamente o que está sendo cobrado, como juros de mora, multas e juros por atraso. Assim, pode comparar as taxas cobradas em outras modalidades de crédito. Ao procurar a empresa, é recomendável que o consumidor já saiba quanto poderá dispor para pagar a dívida integral ou de forma parcelada para que não assuma um acordo fora das suas condições financeiras. Se necessário, peça desconto ou tente alongar o prazo de pagamento. No momento de negociar a dívida, o consumidor deve evitar intermediários e agiotas. As empresas que limpam nome e realizam cobrança ganham um percentual sobre o valor recebido e têm interesse em cobrar o máximo possível do consumidor. Parcelamento O consumidor deve solicitar o estorno dos juros e multas excessivas. Se houver recusa, pode procurar um órgão de defesa do consumidor ou recorrer à Justiça. De acordo com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), a multa limite para cobrança de atrasos é de 2%, porém, lojas e financeiras chegam cobrar até 20%. Ao realizar um parcelamento, o consumidor deve pedir juros menores. Alguns credores chegam a renegociar as parcelas da dívida sem juros, com o objetivo de receber o valor principal. Após pagar a dívida e cumprir o acordo com o credor, o nome do consumidor deve ser retirado dos cadastros e listas de restrição ao crédito. Se o credor não retirar a restrição do consumidor das listas negras de devedores, cobrar juros excessivos e se recusar a negociar o débito, o devedor deve procurar um órgão de defesa do consumidor de sua cidade e registrar a reclamação. Caso o consumidor descubra que o contrato firmado contém cláusulas abusivas, como cobrança de taxas e juros abusivos, também pode recorrer à Justiça.