Economia
FMI: Pa�s continuar� com deficit
Brasília, DF ? A contração da economia fará o Brasil registrar deficits primários (resultado negativo nas contas públicas antes do pagamento dos juros) até 2019, divulgou ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI). De acordo com o relatório Monitor Fiscal, a dívida bruta do País poderá chegar a 91,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) em 2021. Segundo o relatório, a deterioração fiscal experimentada pelo Brasil no ano passado foi provocada pela combinação de três fatores: forte retração da economia, fraco desempenho das receitas e instabilidade política. Para o FMI, não apenas o Brasil, mas vários países serão afetados por turbulências políticas neste ano, independentemente do nível de desenvolvimento. ?O calendário eleitoral ou a disputa política podem complicar a implementação de políticas ou desencorajar ações políticas fortes em 2016 em vários países, incluindo economias avançadas [Austrália, Grécia, Estados Unidos], mercados emergentes [Brasil, África do Sul, Venezuela] e países de baixa renda [Gana e Zâmbia]?, informou o relatório. O FMI projeta deficit primário de 1,7% do PIB para este ano, 1,4% em 2017, 1% em 2018 e 0,3% em 2019. Somente no ano seguinte, o País voltaria a registrar resultados positivos nas contas públicas, com superavit primário de 0,9% do PIB em 2020 e de 1,6% em 2021. O superavit primário é a economia para pagar os juros da dívida pública.