Economia
Restaurantes seguram pre�os
Rio de Janeiro, RJ ? Desde que um ?surto? de algas marinhas matou 25 milhões de peixes no Chile em fevereiro e fez disparar o preço do salmão, a rede de comida japonesa Koni tem se desdobrado para não mexer mais no bolso dos clientes. Segundo Michel Jager, sócio-diretor da rede, o evento das algas e a alta do dólar fizeram o preço do salmão subir 50% desde o ano passado. É o principal insumo da rede, que compra 35 toneladas do produto a cada mês. ?Vamos ter margens mais apertadas, mas o repasse precisa ser pequeno. Já tivemos redução no movimento e os clientes estão sensíveis ao preço?, disse o sócio da Koni, que tem 115 lojas. Com o consumo das famílias em queda, os empresários começam a frear o reajuste de preços de serviços ? um dos grandes vilões da inflação na última década. Segundo dados do IBGE, a inflação dos serviços desacelerou para 7,49% em março, considerando o indicador acumulado em 12 meses. Trata-se do menor patamar do índice desde novembro de 2010 (7,36%). ?Serviços e renda caminham de mãos dadas. Como a renda está em queda desde o segundo semestre, em algum momento os preços teriam que ceder?, disse Márcio Milan, economista da consultoria Tendências. Os exemplos se multiplicam. O Tartar&Co, do chef Erick Jacquin, evita subir preços e chegou a fazer oferta pelo site Groupon para atrair clientes nos dias da semana mais afetados pela crise.