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Economia

Mercado informal vira solu��o

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?Quando fui demitido, ficamos sem nenhuma renda, pois a minha esposa fica em casa com nossos três filhos pequenos?, conta ele, que trabalhava na indústria da borracha. ?Não tenho saída a não ser arranjar outro emprego. Mas está péssimo, as vagas estão afunilando cada vez mais?, diz. ?Aceito qualquer coisa em qualquer lugar?. No último emprego, Adeíldo ganhava R$ 2 mil por mês. Há alguns anos, chegou a ganhar R$ 3 mil. ?A minha condição de vida era melhor uns tempos atrás. Foi em 2013 que as coisas começaram a piorar?, conta. Não foi só para ele que as coisas mudaram rápido demais. ?Em menos de dois anos, o Brasil deixou a condição de pleno emprego?, afirma Alessandra Ribeiro, economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada. A velocidade com que o mercado de trabalho se deteriorou tem impressionado economistas. ?Até o início de 2014, os empresários esperavam uma recuperação e eles seguraram o quanto puderam para não demitir?, diz Mendonça de Barros. ?Quando eles perderam a esperança, foi uma correria para ajustar a estrutura?. Até Porto Alegre, que em 2011 foi batizada de ?a capital do pleno emprego?, já sofre com aumento das demissões. Dados da Fundação de Economia e Estatística, da Secretaria de Planejamento do Rio Grande do Sul, mostram que a taxa atingiu os dois dígitos na região metropolitana em fevereiro: 10,1%. Há um ano, estava em 5,8%. Esse cenário atinge gaúchos como Guilherme Pinto, de 37 anos. Técnico em publicidade e propaganda, seu maior período sem emprego foi em 2015, quando ficou nove meses parado. ?Tive de usar o FGTS e o seguro-desemprego.?

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